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| sexta-feira, 06 Novembro 2009 | |
Metade das empresas portuguesas pondera cortar salários dos executivos de topo
Em época de recessão, 72% das empresas portuguesas poderão ser obrigadas a alterar políticas de compensação salarial de executivos de topo e, destas, praticamente metade reconhece preferir cortar no salário base dos gestores.
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Estes dados resultam de um estudo realizado pela MRINetwork Portugal para o jornal “Público”. O jornal revela que, dos 250 administradores, directores-gerais e directores de recursos humanos inquiridos, 41% projecta retirar ou diminuir prémios a atribuir.
Benefícios como os tão desejados automóveis também deverão ser afectados no âmbito destes cortes, com 38% dos inquiridos a revelar intenções de reduzir custos com carros. Também os seguros, como os de saúde, que tão frequentemente são oferecidos aos colaboradores devem, ser retirados de muitos pacotes salariais, pelos menos esse corte é ponderado por 25% dos questionados.
Mais preocupante é o facto do mesmo estudo concluir que a maior parte das empresas entrevistadas passa dificuldades na actualidade e pondera até encontrar soluções legais para efectuar reduções nos salários base.
Analisando o assunto por sectores de actividade, a referida análise demonstra, de acordo com o “Público”, que os reflexos da crise deverão ser mais gravosos na construção e obras públicas, com 97% das empresas do sector a admitir cortar nos ordenados e mais de 60% a revelar que este ano não vai atribuir qualquer prémio.
Notícias mais animadoras chegam da indústria farmacêutica, onde 93% das empresas garantem não alterar os ordenados dos colaboradores, e também do sector da logística e distribuição, que aspira até efectuar aumentos.
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