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| sexta-feira, 26 Junho 2009 | |
Aventura e sacrifício por um CV mais completo e inovador
Licenciada em Ciências da Comunicação, Isabel Silva decidiu abandonar o mercado de trabalho que a desiludia e partir à aventura para Inglaterra. O objectivo era cumprir um ano sabático, durante o qual trabalhou em hotéis e aproveitou para aumentar qualificações, sobretudo linguísticas.
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Há já algum tempo que a ideia de fazer um ano sabático perseguia a jovem portuense e foi em 2008 que a ideia se concretizou, ao cabo de breves experiências laborais que não correspondiam às ambições da jovem portuense.
Os objectivos de Isabel estavam traçados: “queria entrar em contacto com outra cultura, melhorar o nível de inglês, viajar e, quem sabe, vir a fazer alguns cursos de curta duração ou workshops”.
Há quem faça tudo isto com meios próprios, mas a recém-licenciada de 23 anos precisava de arranjar um trabalho para financiar a experiência. Juntou-se a uma amiga psicóloga, imbuída do mesmo espírito, e através da Internet conseguiu emprego num hotel em Lynmouth, uma pequena localidade na região de Norte Devon, em Inglaterra. Londres era o destino mais desejado, mas difícil de alcançar por aí choverem currículos oriundos de todo o mundo.
Mais difícil ainda era arranjar emprego na sua área de formação. “Focámos principalmente hotéis porque sabíamos que eles nos oferecem a modalidade ‘live-in’ e alimentação, o que para nós fazia toda a diferença uma vez que não teríamos que nos preocupar em arranjar casa”, explica Isabel, acrescentando, porém, ter plena consciência de que, “depois da licenciatura, não é qualquer um que aceita este tipo de trabalhos”. É que, em Inglaterra, é a servir à mesa que a jovem tem a oportunidade de reforçar as suas capacidades comunicativas.
A recompensa poderá vir depois, defende a profissional lusa que, depois de quatro meses e meio na ruralidade de Lynmouth, conseguiu terminar a sua aventura em Clanfield, perto de Oxford. “Acredito que o mercado de trabalho português valoriza este tipo de experiências. Cada vez mais a experiência profissional se sobrepõe à académica. Neste sentido, o mercado procura pessoas que tragam novos ‘inputs’ das suas experiências de trabalho anteriores e o ano sabático pode ser uma vantagem”, defende Isabel. Se tal não acontecer, a comunicadora considera a hipótese de apostar no seu próprio negócio.
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